martes, noviembre 25, 2025

Teorias do Elton Euler

 (Editado do Elton Euler)

João e Maria são casados e têm um filho, o Juninho. Ele já vinha de um primeiro casamento, no qual chegou a morar na casa da sogra. No segundo casamento, com a Maria, em vários momentos foi bancado pelos pais dela e pelos próprios pais. 

Em outras palavras: João é aquele perfil que eu chamo de “homem banana”: pouco protagonista, acomodado, empurrando a vida com a barriga e deixando que os outros segurem o peso que seria dele. 

Do lado de um “homem banana”, quase sempre aparece a figura complementar: a “mulher guerreira”. Aquela que aguenta tudo, carrega tudo, segura tudo. 

Mesmo sem saber tantos detalhes da Maria, o encaixe é óbvio: ela é quem sustenta, organiza, segura o caos e, sem perceber, mantém o João nesse lugar infantilizado. 

Esse “encaixe ruim” funciona como uma engrenagem perfeita: quanto mais ele é banana, mais ela precisa ser guerreira. 

Quanto mais ela é guerreira, menos ele é convocado a crescer. 

E assim, os dois vão pagando caro para manter uma dinâmica que não serve a nenhum dos dois – nem ao filho. 

Por anos, João e Maria viveram uma vida ruim, muitas vezes péssima. Relação confusa, papéis invertidos, referências tortas para o Juninho, dinheiro escasso, muitas brigas, poucas memórias boas. 

E o detalhe mais importante: eles já sabiam que poderiam viver uma vida diferente. 

Não era falta de informação. Era falta de postura e de decisão. 

João já tinha percebido que sua postura estava errada, que o casamento não estava saudável, que seus resultados financeiros não condiziam com quem ele poderia ser como profissional. Ele estava no primeiro passo do PDA: Perceber. Faltavam os outros dois: Decidir e Agir. 

E é aqui que entra aquilo que eu chamo de custo da indecisão. 

Ele sabia que precisava mudar. Sabia o que precisava fazer. Mas não decidia. Ficava num lugar perigoso: ameaçava mudar sem mudar de fato. 

“Testava” o divórcio: falava em separação, ensaiava conversas, imaginava sair de casa… e recuava. Toda vez que fazia isso, via a pior versão da Maria: descompensada, agressiva, ameaçando nunca deixá-lo conviver com o filho. 

Ao invés de crescer para sair – ou crescer para ficar – ele se escondia atrás do medo:  medo da reação dela, medo de ela piorar,  medo de ela usar o filho para punir a decisão dele. 

Na prática, João estava sustentando o próprio papel de banana:  não era homem para ir embora de verdade, nem homem para melhorar de verdade para ficar. 

Além dos conflitos na relação, havia um outro sinal muito forte: o teto invisível da vida do João. 

Sempre que a sua vida ensaiava melhorar – especialmente no dinheiro – algo o puxava de volta: 

• Quando começava a ganhar mais, cometia erros “bobos” no trabalho, tecnicamente incompatíveis com o excelente profissional que é. 

• Em dias decisivos, adoecia. 

• Quando apareciam boas oportunidades, surgiam imprevistos com o filho, com alguém da família, com despesas inesperadas. 

É o que eu chamo de pré-quedas: 

quedas estratégicas que acontecem antes do salto, para impedir que o salto de fato aconteça. 

Mas, olhando com mais calma, fica claro que essas pré-quedas funcionam como um sistema de autoproteção e sabotagem ao mesmo tempo. 

Porque, enquanto João se mantivesse pequeno, confuso, travado e dependente, ele não precisaria: 

• assumir a própria grandeza profissional, 

• ocupar o lugar de homem na relação, 

• bancar uma decisão difícil (ficar melhor ou sair de verdade). 

Os problemas dele tinham utilidade: 

protegiamm-no da responsabilidade de crescer. 

Esse é um ponto central deste estudo de caso: muitos problemas que você chama de “tragédia”, “azar” ou “carma” estão, na verdade, organizados para manter você abaixo de um certo teto financeiro e emocional. 

Você até pode querer mais conscientemente, mas, se lá dentro você não se der Permissão para ter mais e ser mais, a vida vai dar um jeito de te puxar de volta. 

Ele já tinha Percebido, mas ainda não tinha realmente Decidido. 

Quem não decide, não age. 

E quando age sem decidir, apenas finge que está agindo. 

As ameaças de divórcio eram isso: tentativa de ação sem decisão. 

A Maria via nos olhos dele que ele ainda era o mesmo. 

Sabia que bastava continuar sendo a “guerreira de sempre” para manter tudo como estava. 

(NA HISTORIA REAL DE JUAN, FOI ELA QUE CANSOU E SEPAROU, E SOZINHA TRIUNFOU VARIAS VEZES NA VIDA, MESMO ARCANDO SOZINHA COM O SUSTENTO DA PROLE.

E JUAN ... ACHOU OUTRAS MARIAS QUE O DEIXA-SE ACOMODADO COMO SEMPRE: NAMORADAS, PAPAI E MAMÃE,  ETC)

Qualquer similitude com a realidade não é coincidência. 

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